quase 3 meses de vida nova ♥

O minha ausência de notícias deixa adivinhar a roda viva em que andam os dias por aqui. Duas crianças mínimas transformam a o dia-a-dia num carrossel imparável. Por muita vontade que tenha de vir aqui contar as pequenas histórias que me deliciam a cada minuto, o tempo não estica e mesmo que esticasse, eles arranjariam sempre forma de o ocupar. Até a máquina fotográfica tem andando um pouco encostada, para grande pena minha. Mas ainda prefiro viver os momentos a fotografá-los.

Os braços andam sempre ocupados, ora um ora outro no colo. E as costas já pedem uma visita às mãos mágicas da osteopata. Ainda assim arranjamos tempo para desfrutar deste outono invulgar, que já nos faz desejar o aconchego da lareira e a magia das galochas. Têm aparecido morangos no supermercado (em Outubro!) e a G. insiste em trazê-los. E ajuda a lavá-los. Está tão crescida.

Continua fã dos passeios na quinta e do pôr-do-sol, ao qual diz adeus e deseja um ó-ó nani [grande]. Está super_tagarela, mas não percebemos metade, o que a deixa furiosa. Agora descobriu a magia de construir frases compridas que vai elaborando pausadamente, juntado sujeito, verbo, substantivo, adjectivo… e fica discretamente orgulhosa quando termina olhando para nós de soslaio, para ver se estávamos a acompanhar o feito e receber uma também discreta aprovação. Não suporta grandes elogios, fica aflita e riposta logo com um “não”.

Aos poucos tem descoberto o controlo dos sentidos: andar de olhos fechados, tapar os ouvidos e ouvir-nos. A grande aventura do momento é andar de baloiço a grande velocidade com os olhos fechados (empurrada pelo pai, porque eu não sou capaz de a empurrar com a velocidade que ela exige).

Gosta cada vez mais do irmão e começa a achar que tem potencialidades para a brincadeira, como arrastar a espreguiçadeira pela sala fora e fazê-lo andar à roda.Dá-lhe longos abraços pela manhã e beijos sufocantes. Quando o levo até à escolinha para a ir buscar ao fim do dia, mostra-se tão orgulhosa. Começa a olhar à volta para ver os colegas que se aproximam da cadeirinha e apresenta-o: “Olha I., é o G.! Olha J., é o G.!!” (no seu português minimalista, onde a maioria das consoantes foram reduzidas a t’s e b’s).

Ele está cada vez menos um bebé e cada vez mais um de nós, da família. Começa a entrar nos ritmos e brincadeiras, adora os passeios e mostra-se muito interessado neste maravilhoso mundo novo. Os sorrisos são mais que muitos e já ensaia risadas. E está pesado. Quase quase a cumprir três meses.

E assim fica um resumo muito resumido das últimas semanas. Espero que a próxima pausa seja mais curta.

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