crónicas da máquina de costura

discos de amamentação
Ontem a máquina de costura avariou-se, mesmo na contagem decrescente para a festa da Primavera. Primeiro desesperei, depois agarrei nela e corri para cidade. Encontrei uma casa Singer, que faz assistência de máquinas, com dois senhores e uma senhora que olhavam demoradamente para a máquina e falavam pausadamente. A senhora escrevia na nota de reparação desenhando cada letra e aos poucos a minha ansiedade foi-se transformando em resignação, misturado com um acreditar. O coração voltou ao ritmo normal e saí de loja a tentar acreditar que até ao final da semana a máquina voltaria para casa. Entretanto há muito tecido para marcar, cortar e preparar.
Hoje comecei a receber telefonemas às 9h15 da manhã (impossível atender, pois a essa hora está instalada a “maratona para sair de casa”, com dois nicos que só querem ir brincar lá para fora). Finalmente consigo atender o número misterioso: – D. Marta, é pra dizer que pode vir buscar a sua máquina.
!!! São assim as vantagens de viver em Montemor-o-Novo. Não há fila nas Finanças, não há fila na Segurança Social, não há fila para tirar o cartão do cidadão e muito menos há fila para arranjar máquinas de costura. Já está a trabalhar e já coseu uns quantos discos de amamentação. Uns feitos por encomenda, outros irão brevemente para a loja.

Advertisements