os bebés

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A propósito dos bebés. E porque têm nascido uns quantos à minha volta.

Eu fico sempre fascinada quando vejo um bebé acabado de nascer. Com um sorriso idiota na face. Não faço parte do grupo de pessoas que lhes quer pegar ao colo, sinto que os bebés recém-nascidos pertencem aos braços dos pais e não me sai naturalmente essa coisa de pegar nos bebés dos outros. Mas sim, gosto do estado de contemplação idiota, ficar ali, a vê-los respirar e dormir, devagarinho…. Talvez por isso, me dedique ultimamente a trabalhos dirigidos a bebés e suas famílias.

Um bebé acabado de nascer é como um invólucro sagrado de acreditar renovado. Tem todas as possibilidades em aberto e olhá-lo é como receber essa energia que faz sonhar inconscientemente com tudo o que podemos ou poderíamos ter feito. Olhamos e sorrimos e acreditamos que esta nova vida está cheia de felicidade pela frente, que sendo apenas mais um, tem nas suas mãos a capacidade de mudar o mundo, ou apenas um bocadinho dele. Um bebé acabado de nascer é um símbolo de esperança. É poderoso. E por isso o protegemos carinhosamente, como se fosse tão frágil. Por tudo o que simboliza. Vivam os bebés e os pais que os permitem ser.

*pssst…(o bebé da foto é meu, daqueles a que dei muito, mas mesmo muito colo. Na imagem tinha menos de uma semana – bem recém-nascido)

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