do faz de conta…

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A Gabriela adora o sling de brincar. E ultimamente faz parte dos nossos passeios ao fim de semana. Adora correr e saltar com os bonecos dentro dele. Abraça-os e faz-lhes festinhas enquanto passeia.

Ontem à noite ao adormecer disse-me: “Mamã, eu vou crescer e ter um trabalho e depois venho-vos visitar”. Como não reagi (já meio adormecida com um pequenito nos braços) repetiu a frase. Respondi que achava óptimo que nos viesse visitar quando já tivesse o seu trabalho.

– E vou ter um bebé na barriga…

– … Pois vais (passaram-me mil coisas pela cabeça, mas só consegui dizer isto)…Mas agora é mesmo importante que adormeças que já é tarde.

(Uns 10 minutos depois, senta-se na cama):- Como é que se vai chamar o meu bebé?

– – –

Esta manhã, ao chegar à escola repetiu a pergunta: – Como é que se vai chamar o meu bebé na barriga?

Descansei-a dizendo que poderia escolher o nome que mais gostasse e tinha muito tempo para pensar.

Hoje levou para a escola uma boneca-bebé, com o conjunto completo de biberão, roupas e alcofa. Acto único, pois até hoje, os únicos que lhe merecem carinho e atenção são o urso e o gato da fotografia. Nunca a vi agarrar um bebé de brincar (a não ser para lhe bater ou atirá-lo contra qualquer coisa). Costumava chamar-lhe de “diamante em bruto” e acho que às vezes ainda lhe assenta como uma luva. Mas são os ventos da mudança. E agora é mais do género “gato doméstico”: ligeiramente educados, autónomos, independentes, teimosos até dizer chega, mestres na surdez selectiva, e com ataques de mimo absurdo. Sempre gostei muito de gatos.

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