de se ter 4 anos e da clareza de ideias

touros

Gabriela – Mãe, isto é o quê?

Eu – Isto…?

G – Ah, não espera, já sei, é uma igreja!

E -Ah, não, isto é uma praça de touros.

G – E tem touros lá dentro?

E – Bom, agora não, só quando há touradas.

G – Isso é o quê?

E – Bom isso é difícil de explicar (tentativa de explicar o “olé”, as provocações,os cavalos…)

… interrompe-me…

G – Oh mãe, o que é que estás para aí a dizer, tu estás tonta da cabeça. Não percebo nada da tua conversa. É só disparates. Espetam paus no touro? E puxam o touro… Essa conversa é só maluquices. Fazem mal ao touro pra quê?

A conversa ficou por aqui. Não me deixou prosseguir. Também achei melhor ficar por aqui.

A verdade é que não temos televisão em casa, pelos olhos dela nunca passaram imagens de uma tourada até esta conversa. Os touros (sobretudo este) são algo com que convive de perto e que em nada associa a violência ou perigo.

Na semana seguinte calhou tropeçar com publicidade a uma tourada na televisão da minha mãe. Vi-a no canto da sala, de boca aberta e olhos colados na televisão.

Veio ter comigo: – Mãe, eu vi, os paus nas costas, o touro cheio de sangue…

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One thought on “de se ter 4 anos e da clareza de ideias

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