Boy vs. Girl (?)

nogender

(scroll down for english)

Na semana passada deparei-me com estas notícia:

http://www.bbc.com/news/entertainment-arts-30143662

Uma grande editora de livros para crianças tomou a decisão de não publicar mais livros dirigidos especificamente a cada um dos géneros – leia-se livros para meninas e livros para meninos (suspiro). De quantos anos mais precisaremos para que as nossas editoras tomam esta decisão.

Eu sou mãe de uma menina de 5 anos e de um menino de 3, e ultimamente deparo-me diariamente com esta questão. Tenho dois filhos muito diferentes, com interesses e personalidades muito diferentes, que ora se tocam ora se afastam. Mas partilham a maioria das brincadeiras, quer elas incluam dragões, piratas, cozinhas, princesas, bebés, asas de borboleta, varinhas de condão, bolas, bicicletas, puzzles, etc… As brincadeiras não têm cor. Têm todas as cores. E não devem limitar. Devem deixar sonhar.

Entrar numa típica loja/secção de brinquedos é um pesadelo para mim. A segmentação de brinquedos para meninas de um lado e meninos do outro lado é agoniante, com as ditas prateleiras de meninas vestidas de cor de rosa de alto a baixo. Já os meninos têm direito a uma variedade tonal bem mais saudável, mas ausente de rosa… Infelizmente muitas das lojas de brinquedos interessantes vão fechando. E algumas onde gosto bastante de ir acabam por se render e criar uma também um espacinho dedicado à secção pink e outra azul. É lamentável, mas tenho de admitir: não estamos a ganhar…

Hoje cruzei-me com a campanha No Gender December: Stereotypes don’t belong under my tree.

Assinei e o mínimo que posso fazer é partilhá-la aqui e esperar que isto ajude a espalhar a consciência. Sim, porque precisamos de abanar as consciências!!

Last week I came across this news:

http://www.bbc.com/news/entertainment-arts-30143662

A major publisher of children’s books made the decision not to publish more books directed specifically to each gender – books for girls and books for boys (sigh). How many years will we need until our publishers make this decision.

I am the mother of a 5 year old girl and a 3 year old boy, and lately I find myself daily with this issue. I have two very different children, with very different interests and personalities. But they share most of the games, whether they include dragons, pirates, cooking, princesses, babies, butterfly wings, magic wands, balls, bikes, puzzles, etc … The games have no color. They use all colors. And should not limit kids. They should allow them to dream.

Entering a typical store / toy department is a nightmare for me. Segmentation of toys for girls on one side and boys on the other side is distressing, with shelves of girls toys dressed of pink from top to bottom. While boys are entitled to a more healthier tonal variety, but without pink… Unfortunately many of the interesting toy stores are closing. And some where I like to go eventually surrender and are also creating a little space dedicated to the pink and blue sections. It’s sad, but I have to admit: we are not winning …

Today I came across the campaign No Gender December: Stereotypes don’t belong under my tree.

I signed and the least I can do is share it here and hope that this will help spread awareness. Yes, because we need to shake those consciences !!

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11 thoughts on “Boy vs. Girl (?)

  1. Cada vez mais urge esta necessidade da consciencialização de todos para esta questão da igualdade dos géneros. Ainda há uns dias fiquei triste ao ver um catálogo de brinquedos de um hipermercado com os artigos separados por “menina” e “menino”… :/

    • É verdade… E não é só o catálogo. São também os corredores… O meus filhos já começam a usar o termo” isso não para meninos/as!! ” quando falam um com o outro…. Estou preocupada.

      • É preocupante, sim. O papel dos educadores fica dificultado perante estas situações. Partilhei a situação do “catálogo”, mas depois de ler este teu artigo resolvi escrever um email (vale o que vale) para o dito hipermercado a expressar a minha preocupação e a sugerir uma atitude futura mais igualitária… Obrigada pelo “empurrão”. ;) Beijinho

  2. Acho que essa diferenciação tem vindo a piorar. Quando era criança lembro-me de brincar com bonecas e com carrinhos. Adorava os legos e não me preocupava que não tivessem peças cor de rosa. Ainda na infância perdi-me e sonhei com as Aventuras do Capitão Hatteras (que agora seria considerado um livro para “meninos”).
    Não entendo o porquê deste absurdo de as editoras teimarem em publicar livrinhos só para meninas e outros só para meninos. As viagens à secção de crianças na Fnac são uma boa amostra. Existem zonas onde o cor de rosa salta à vista e depois metem os brinquedos e livros mais interessantes, na minha opinião, numa zona mais sóbria que, aparentemente, é direccionada aos rapazes. E nem me falem no boom de trabalhos manuais só direccionados para as meninas. Embora adore tudo o que tenha a ver com os lavores, mete-me impressão ver caixas decoradas com corações, brilhantes e adolescentes muito bem penteadas e maquilhadas.

    • Subscrevo cada linha que escreveste. Não diria melhor. E também fico preocupada com a quantidade de adolescentes super-produzidas e, na minha opinião, hiper-sexualizadas, que desfilam em capaz de livros e brinquedos. É tudo menos lógico…

  3. Abordaste este tema tão importante de uma forma tão genuína que merece sem dúvida ser partilhado :-)

    Parabéns pelo blog!

  4. Subscrevo!
    E fujo do cor-de-rosa; com tantas cores bonitas por que razão havemos de nadar num enjoativo mundo cor-de-rosa? Com fadas, princesas e purpurinas! Há mais mundo!
    Também me revolta a imagem das meninas e bonecas com roupas e gestos sedutores.

  5. Por partes. Menininhas sensuais é um erro do estrategista de marketing. Apesar disso, basta ir a qualquer shopping e você verá a sensualidade imposta às garotas, seja no comportamento, seja nas roupas: há pais permissivos com isso. Toda a tecnicidade que você encontra nos pontos de venda é voltada para a maioria. Possivelmente, há mais pais interessados em divisões fáceis (azul/rosa) do que em pensar isso como uma questão de genero realmente.

    • Exacto Mariel. A maioria vai atrás da maioria, sem reflectir sobre as consequências disso. Por isso acho importante que apareçam movimentos para abanar consciências e explicar que não estamos a escolher o melhor caminho (como aliás fazemos em muitas outras áreas).

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