Dia Internacional da Mulher

Sou feminista, julgo que desde sempre, julgo que desde que senti na pele que as mulheres (na altura, meninas) são tratadas como se naturalmente tivessem menos direitos que os homens.

Durante muitos anos questionei a celebração do dia da mulher, perguntando-me se a discriminação positiva seria uma boa ou má forma de discriminação. Depois de ler este artigo no público, depois da corrente de notícias sobre atrocidades cometidas com que todos os dias me vou cruzando, hoje decido assinalar este dia. Porque continuamos de luto. Porque o caminho da igualdade ainda está longe de estar construído.
Na Europa, um lugar privilegiado para as mulheres no panorama mundial, estas continuam a ganhar menos que os homens, a ter menos destaque em lugares de topo e chefia, a ser vítimas de violência física ou sexual (uma em cada três já terá sido vítima ?!?! – como podemos aceitar esta realidade?), a ter menos possibilidades de construir uma carreira profissional de sucesso, com elevadas probabilidades de ter de a abandonar para cuidar de filhos ou familiares, a ter reformas mais baixas (em média 39%!! inferiores às dos homens)… e a lista continua.
Se isto é a Europa, onde julgo que tenho a sorte de viver, dá-me a volta ao estômago pensar como será no resto do mundo.

Hoje não é um dia de celebração. É uma dia de luta.
(Com a esperança de que um dia não precisemos de o continuar a assinalar)

Advertisements