A degradação dos pequenos países e o TTIP

A alemanha tem sido o maior beneficiário da criação da UE e do alargamento de fronteiras:

“a liberalização de fluxos de bens e serviços entre a UE e o resto do mundo, o alargamento a Leste e naturalmente a União Económica e Monetária,isto é,o euro. A liberalização dos fluxos comerciais proporcionou à Alemanha, por um lado, o acesso mais fácil dos seus bens e serviços de exportação aos mercados globais, nomeadamente dos chamados países emergentes e, por outro lado, o acesso a componentes e produtos manufaturados baratos de proveniência global. No conjunto, isto significou mais mercado para as suas exportações e importações mais baratas. O alargamento a Leste, com a integração na UE de estados vizinhos da Alemanha, proporcionou à economia alemã uma mão de obra qualificada e relativamente barata, que passou a estar integrada nas cadeias de produção dos sectores exportadores alemães por via da aquisição de empresas ou subcontratação.
[…]
A liberalização de fluxos de bens e serviços entre a UE e o resto do mundo,o alargamento a Leste e a adesão ao euro afetaram as economias “periféricas” da zona euro (Grécia, Portugal, Espanha e Itália) de um outro modo: tornaram as suas indústrias tradicionais vulneráveis, sujeitando-as a uma concorrência acrescida nos mercados externos e internos, e desviaram os fluxos de investimento estrangeiro.(relatório da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida).”

A Alemanha passou de um défice corrente em percentagem do PIB de – 1,7 em 1995 para um saldo positivo de 7,5 em 2007. A Grécia e Portugal viram os seus saldos degradar-se (Grécia: de -2,18% em 1995 para – 14,6% em 2007; Portugal de -2,7% para -10,2%), segundo o relatório da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida.

Esta questão é sobretudo pertinente num momento em que está em discussão e vias de aprovação o TTIP (tratado transtlântico) que irá facilitar a entrada de empresas norte-americanas no europa, em condições muito duvidosas e muitas vezes discutidas à porta fechada. Apesar de já ter sido denunciado por muito grupos de cidadãos continua em marcha, mais uma vez para servir os interesses de economias bem estabelecidas e enfraquecer as outras (como a nossa). A recolha e assinaturas continua em marcha até Outubro. É urgente assinar e salvaguardar os nossos direitos.

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